sexta-feira, 12 de novembro de 2010

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Propaganda eleitoral é mais engraçada que “Zorra Total”


“Interrompemos a nossa programação normal para a transmissão do Horário Político Obrigatório!”


A cada quatro anos o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) promove eleições para os novos representantes através do voto direto. Nessa época, os candidatos saem pelas ruas em passeatas para se aproximar da população e falar de suas propostas.

Época de eleição é sempre assim, muita gente acaba unindo o útil ao agradável, conseguindo assim, alguns quebra-galhos para ajudar a aumentar a renda salarial. Distribuição de santinhos, bandeiradas, esses são alguns modos para se tentar conquistar o eleitor, porém, existem meios mais “eficazes”: compra e venda de votos!

Quem não conhece alguém que já foi “ajudado” por candidato? Aqueles óculos que já não eram sem tempo, o milheiro de tijolo pra ajudar a terminar a reforma da casa, uma dentadura para aquela tia do interior. Certo ou errado, isso não importa, eles querem mesmo é se dar bem, e para isso, topam qualquer coisa.

A propaganda eleitoral exibida nas emissoras de rádio e TV nos fazem saber um pouco mais das propostas de cada candidato. Apesar de nem sempre serem concretizadas, eles continuam a falar, falar e falar. Alguns parecem não querer nada sério, e acabam sendo motivos de risos entre os que assistem essas figuras até então desconhecidas. Nos dão motivos de mais risadas ainda quando gaguejam em frente as câmeras de TV ao ler seu próprio script. Pode uma coisa dessa? Vergonha não existe no dicionário desses “palhaços-candidatos”.

Com nomes e jingles engraçados, muitos deles têm estampado suas fotos e números em muros, outdoors e carros. Suas músicas exaltam o Estado, país ou até mesmo o próprio candidato. Músicas que são impossíveis de tirar da cabeça, que invadem os nossos ouvidos em qualquer lugar.

“O Maranhão é de todos nós...”

“Vote na Grande, vote na Grande...”

“Eu vou com ela, eu vou, eu vou...”

Esses são apenas alguns dos muitos jingles que muitas vezes me pego cantarolando e que não deixo de dar uma boa risada.

Uma forma que muitos candidatos encontraram para fazer campanha é falando de outros candidatados, esquecem de falar de suas propostas e metem o pau no candidato da oposição. Por que não focar naquilo que é de fato importante? Parece que não tem outra opção se não falar do que foi ou não foi feito. Por que não falar só de suas propostas?

A cidade inteira está cheia de cartazes de tudo quanto é candidato que confunde a cabeça do eleitor, a cada dia descubro um novo, uma nova música. Números só são gravados se tiverem incluídos em algum jingle. Há quem vote no candidato mais bonito ou no candidato da música mais bonita. Para quem não leva esse papo de eleição a sério, qualquer um está bom demais. O certo, como ficou conhecido nas redes sociais, é que a Propaganda Eleitoral é mais engraçada que “Zorra Total”!

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O que as palavras não falam




Era uma manhã fria de domingo quando conversavam a caminho de um lindo riacho. De mãos dadas caminhavam em silêncio. Ela de cabeça baixa olhando para o chão. Ele com olhar sereno olhava fixamente a sua frente. As pisadas firmes sobre as folhas secas cortavam o silêncio.


Sentaram-se sobre as pedras que cercavam o riacho. O que cortava o silêncio agora era o cantar dos pássaros e o leve barulho das águas. Ela finalmente ergue o olhar e contempla a beleza ao seu redor, arrisca dar uma olhada para o rapaz ao lado e dar um leve sorriso. Qualquer palavra nesse momento parecia inútil. Ele estende a mão e ela o olha um tanto temerosa. Enfim, cede e segura a mão do rapaz que leva ao rosto e sente o toque quente de seus lábios.


Com a mão livre ele aponta em direção ao peito, logo em seguida faz um simples desenho no ar, um coração, e com o indicador aponta em direção a moça. Ela baixa os olhos e sorrir. Ele reconhece que nem sempre as palavras são suficientes e agradece a Deus por conceder-lhe o prazer de num gesto e num olhar expressar o que era então desconhecido. Aprende que é em momentos como esses que se encontra a felicidade. Mas essa felicidade parece durar pouco quando resolve pronunciar algumas palavras. A moça tenta ler em seus lábios as palavras pronunciadas por ele, mas a tentativa parece vã. Ele fala e ela confusa não entende. Olha fixamente em seus lábios a ponto de compreender cada frase.


As palavras foram ditas, mas não foram entendidas. Quando em último ato o rapaz se levanta e faz seu último gesto. Abanando as mãos ela percebe o que está para acontecer. Era a despedida. O destino não o queriam juntos e ela não pôde em nenhum momento ouvir, seus passos pisando as folhas secas no caminho, o cantar dos pássaros e o leve barulho das águas.


A natureza não dotou a moça dos sentidos que favoreciam o rapaz. Ficou cabisbaixa ali nas pedras da mesma forma que chegou, e via o rapaz se afastando a cada passo até parecer um ponto bem longe. Ficou apenas pensando nos gestos incompreendidos dos lábios do rapaz e a certeza de que nenhuma palavra em nenhum momento seria dita nem ouvida.




Obs: Essa "crônica" foi elaborada com o incentivo da professora de Mídia Impressa, Selma Cavaignac, não sei se é uma "crônica" mesmo, mas deu nisso! rs

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Grump na Copa

BRASIL SIL SIL SIL

Imagem do Blog do Orlandeli

terça-feira, 11 de maio de 2010

Opinião no jornalismo: Necessidade ou tendência?

Quando se fala de opinião no campo jornalístico, trata-se de um jornalismo subjetivo, o que muitos não aceitam por carregar consigo juízo de valor e por isso defendem a tese do texto objetivo, que leve o leitor a tirar suas próprias conclusões, “pensar por si só”, segundo o ideal iluminista.

A objetividade no jornalismo sempre existiu, o jornalismo opinativo foi o primeiro a ser impregnado na sociedade e era através dele que se faziam as críticas e se conheciam os interesses por traz das notícias. Só mais tarde viria a preocupação em passar apenas os fatos, surgindo assim, o jornalismo informativo. A objetividade no jornalismo surgiu como uma forma de democratização ou uma diferenciação entre o jornalismo objetivo e o subjetivo.

É quase impossível o jornalista manter distância diante daquilo que escreve. O que tem acontecido nos jornais de hoje é a parcialidade por parte de quem escreve, principalmente nos editoriais que defendem os interesses da empresa. Roldo Bartimole que fundou a Point of View, acreditando que o verdadeiro jornalismo será baseado na subjetividade, afirmou que as grandes empresas não informam com honestidade.

Diante disso a parcialidade começa dentro da empresa; o jornalista pode não falar aquilo que quer, mas às vezes é obrigado a falar sobre assuntos de interesses da empresa, mas isso não impossibilita do jornalista não se envolver no fato. O jornalista deve passar informação verdadeira, mas deve também ter a preocupação de criar no receptor, senso crítico diante do fato que está sendo repassado, tendo sempre, claro, bom senso ao expor seu ponto de vista.

A função do jornalismo é formar e informar, e formar incluem questionar, discutir e para isso é necessário que haja interação entre escritor e leitor, é a partir dessa interação que o leitor vai conhecer o que o jornalista quer passar através de seu texto. A tese de que todo texto é tendencioso é puramente verdadeira e se tratando do jornalismo não é diferente, ninguém escreve um texto ou relata um fato sem a intenção de atingir alguém ou fazer com que esse alguém pense da mesma forma. O jornalista não é neutro e esse ideal de neutralidade ainda estar longe de ser alcançado, no momento em que escreve, ele busca atingir um público a pensar assim como ele.

A objetividade é conhecida também como “Teoria do Espelho” e como o próprio nome diz o jornalismo têm que refletir a realidade, mas nem sempre acontece só isso, além de passar a informação sobre o fato o jornalista carrega consigo suas ideologias e opina sobre o que ele mesmo relata.

Criou-se uma idéia de que o jornalismo deve apenas informar o que acontece na comunidade sem se envolver, mantendo distância do fato, mas essa idéia só funciona na teoria, visto que somos seres com emoções e que não podemos simplesmente ser imparciais acerca do fato que estamos relatando, não podemos claro, nos esquecer das diferenças de cada um, mas o alheamento como estilo da objetividade não nos fará profissionais competentes e compromissados diante do que fazemos. Não cabe a nós apenas darmos os fatos é preciso comentá-los e isso não é antiético.

Não devemos nos esquecer das empresas jornalísticas que trabalham muitas vezes para agradar o próprio “eu”, esquecendo assim do interesse público que deve ser primordial. Hoje poucos jornalistas falam do que querem simplesmente para agradar a empresa a quem trabalha e esse não é o verdadeiro papel do jornalista que é falar assuntos de interesse público e não privado.

Opinar sobre determinado assunto não é fácil, é preciso antes de qualquer coisa ter informação, conhecimento para poder concordar ou não com o que se está lendo. Se tratando da verdade no jornalismo, devemos estar atento para chegarmos bem perto dela, já que para muitos a verdade é peculiar e carregamos conosco nossas experiências e sentimentos. Para muitos a verdade é uma utopia, visto que difere muito de pessoa pra pessoa e nem sempre temos resultados concretos, mas nessa busca inconstante o jornalista não se pode achar dono da verdade e sim criar em cada um, espírito crítico e abrir os olhos da população diante o que se passa na sociedade.

Ainda que muitos digam que o jornalista precisa ser imparcial e objetivo diante do fato, é inadmissível esse total desapego às idéias e aos sentimentos de cada um. Não somos seres manipulados - pelo menos não deveríamos ser - não somos robôs para ficarmos alheios ao que acontece em nosso meio. Precisamos ser profissionais responsáveis e ouvindo sempre todos os lados, não podemos deduzir ou achar que sabemos tudo a respeito da opinião pública. Devemos dar espaço a todos, conhecer a todos, só assim podemos tirar nossas conclusões diante do fato que vemos e opinar sobre elas. Afinal não é a toa que somos conhecidos como formadores de opiniões.

sábado, 3 de abril de 2010

Vida longa



Eu sempre pensei e continuo pensando que não morrerei enquanto não consegui tudo ou pelo menos uma boa parte do que sempre quis. Não sei por que, mas tenho isso comigo.


Não acho certo uma pessoa deixar este mundo sem ter feito nada de interessante aqui.


Fui criança, claro, apesar de não me lembrar de muitas coisas (o que me deixa bastante irritada), mas fui uma criança feliz. Brincava, corria, gritava, chorava...


Aos 15 anos quis fazer aquela festa, mas... não tive.


Quando cheguei aos 18 anos, pensei... "que legal, já posso sair de casa e chegar a hora que quiser. Sou LIVRE". É verdade, pensei isso. Pena que não foi bem assim


Mas foi bom e continua sendo bom. Claro que nada está 100%, mas está muito melhor do que era antes.


E acredito que as coisas irão melhorar ainda mais. E é por isso que eu acredito que o meu fim está um pouco longe.


Claro que ninguém sabe, eu não sei, você não sabe quando será nosso fim aqui. Mas será muito frustrante se eu não consegui realizar nada.


Minha vida neste mundo vai ser, pretendo que seja longa. Ainda quero ver meus futuros filhos crescerem, os netos, quem sabe. Por que não?


O meu futuro a DEUS pertence!


Vida longa a Talliana \0

sábado, 27 de março de 2010

Maldito Rebolation

Se essa moda pega...!